Execução de vereadora no Rio derruba jornais impressos no Brasil e 'horroriza' mídia estrangeira

15/03/2018

Vanilda Oliveira

Reprodução Execução de vereadora no Rio derruba jornais impressos no Brasil e 'horroriza' mídia estrangeira Assassinato de Marielle estampa os sites dos principais jornais do mundo e também da Anistia Internacional, que exige investigação
O assassinato de Marielle Franco, parlamentar do PSOL, socióloga, negra, vinda da comunidade, ativista dos direitos humanos e da mulher, empoderada é o principal destaque do noticiário brasileiro nesta quinta-feira (15) e também repercute internacionalmente
 
Os jornais impressos amanhecerão velhos, sem utilidade, poucos conseguiram mudar a primeira página a tempo de noticiar a  execução da vereadora (PSOL-Rio) Marielle Franco, que é a manchete de todos os sites de notícia do eixo Rio-SP-Sudeste na manhã desta quinta-feira. 
O atentado, que matou também o trabalhador que dirigia o carro da vereador, foi manchete dos principais veículos de comunicação dos Estados Unidos, como New York Times, ABC e The Washinton. No NYT, a reportagem lembrou que "o governo federal colocou os militares responsáveis pela polícia local do Rio em meio a uma onda de violência", mas que "até agora, não há indicações de melhoria na segurança na cidade."
O "The Guardian" destacou um dos últimos tweets de vereadora Marielle Franco: "Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?". A reportagem também falou sobre a atuação da parlamentar no campo dos direitos humanos, denunciando as táticas agressivas da polícia nas favelas.  O argentino Clárin destacou em seu site que Marielle Franco foi morta quando retornava de um ato de empoderamento de mulheres negras. Com a manchete manchete "Assassinato de vereadora de esquerda comove o Brasil" e destacou a exigência da Anistia Internacional para que haja uma "investigação imediata e rigorosa para que não restem dúvidas sobre o contexto, a motivação e a autoria" do crime.O site News Deeply, de Nova York, destacou a origem e a luta de Marielle com o título "Das favelas a vereadora, lutando pelos direitos das mulheres no Rio", destacando o trabalho em prol das mulheres negras das periferias.Na Venezuela, a Televisión del Sur afirmou que a "proeminente ativista dos direitos humanos faz parte de uma geração de jovens brasileiros negros que estão se tornando cada vez mais vocais dentro e fora de casas de estado".A agência espanhola EFE ainda lembrou da intervenção do Exército na segurança pública do Rio de Janeiro e destacou que o ataque aconteceu um dia depois da vereadora voltar a criticar a intervenção em mensagem nas redes sociais. No Brasil, a comoção e interesse pelo caso vai durar até a próxima vítima ‘interessante’, vai passar logo.
 
MANCHETES DOS JORNAIS DE MAIOR CIRCULAÇÃO
 
O Globo (RJ)
Fundo público financia leilão por deputados
 
Correio Braziliense
PT manobra para que turma atropele Cármen
 
Zero Hora (RS)
Gilmar Mendes livra quatro de prisão em 2ª instância e eleva tensão no caso Lula
 
Agora São Paulo
Confira os períodos de trabalho que dão aposentadoria integral
 
Valor Econômico (SP)
Juro baixo leva empresas a quitar dívidas no BNDES
 
Diário de Pernambuco
Além do espaço-tempo
 
Jornal do Commercio (PE)
O exigente consumidor
 
A Tarde (BA)
Mendes barra execução de penas em 2ª instância
 
 
O QUE FOI DESTAQUE NOS IMPRESSOS HOJE
Folha de são Paulo
 
CAPA – Manchete principal: ”Temer ameaça agir na OMC contra sobretaxa de Trump”
COLUNA PAINEL – MUDANÇAS NA REFORMA TRABALHISTA?: Partidos que animaram o lançamento da candidatura presidencial de Rodrigo Maia (DEM-RJ) há uma semana se uniram para fazer de um ex-sindicalista relator da comissão criada para rever algumas das mudanças aprovadas na legislação trabalhista no ano passado. O movimento dos aliados do presidente da Câmara provocou contrariedade na base governista, que teme ver desfigurada a reforma patrocinada por Michel Temer (MDB). O mais provável é que tudo fique como está.
COLUNA PAINEL – PRISÃO EM 2ª INSTÂNCIA: A impressão entre integrantes do STF é que somente um movimento conjunto dos ministros mais antigos poderia vencer a resistência da presidente do tribunal, Cármen Lúcia, a pautar as ações que discutem as prisões após condenação em segunda instância. Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli são a favor de mudanças na orientação da corte. Para o grupo, o ministro Edson Fachin deveria insistir com Cármen para que seja julgado o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
”Defesa de Lula faz novo pedido a Fachin para evitar prisão” - A reportagem utiliza informações semelhantes às publicadas nos jornais O Globo e Estadão.
”Senado aprova quarentena de 3 anos para ex-juízes e ex-procuradores advogarem”
”Gilmar solta condenados em 2ª instância”
”Estou pronto para ser preso, diz Lula em livro” - A reportagem utiliza informações semelhantes às publicadas por outros jornais no dia 14 de março.
”'Existe uma usina de intrigas', diz Ciro sobre relação com Lula e o PT” - O pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta quarta-feira (14) que existe uma usina de intrigas sobre a relação dele com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidenciável afirmou que as razões disso são impedir a união dos partidos de esquerda no segundo turno e uma estratégia do PT para garantir o capital político de Lula numa transferência de votos ao indicado por ele para a disputa. “O Lula pra mim não é um mito ou uma figura distante, mas um amigo de muitos anos. Muitos anos. Desde 1988, quando era um jovem prefeito de Fortaleza e ele uma mirabolância, uma promessa”, afirmou Ciro, ao ser questionado por jornalistas sobre declarações recentes de Lula.
Ex-ministro do petista, Ciro disse que a única verdade no que é dito é que ajuda Lula há 16 anos. Sobre o PT, ele afirma que não é crítico ao partido, mas ao modelo econômico adotado pela sigla e pelo PT ter facilitado a “chegada de quadrilheiros ao poder, a ponto de colocar Michel Temer como vice”. Ciro declarou mais uma vez que Lula não estará na disputa à Presidência, o que diz considerar injusto. O pré-candidato também negou que pediu ao ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad que fosse seu vice. “Eu nunca procurei o Haddad para ser meu vice. Me perguntaram o que achava e disse que seria um dream time. Nunca esteve na minha cogitação que seria meu vice. O PT o lançará candidato e é natural que o faça”, afirmou. O presidenciável negou ainda que exista diálogos nesse sentido com Marina Silva, por quem afirma ter grande estima. “Como posso querer a Marina de vice se ela é maior do que eu?”, disse.
”Às vésperas de decidir sobre candidatura, Meirelles usa redes sociais para tentar amenizar imagem”
”Boulos faz aceno a petistas e diz que Lula sofre injustiça” - Guilherme Boulos, 35, pré-candidato à Presidência pelo PSOL, afirma que, se eleito, o PT poderá ter participação em seu governo e que os movimentos sociais de sem-teto e sem-terra terão "um grande aliado" no Planalto. Em entrevista à TV Folha, Boulos diz que o ex-presidente Lula é vítima de "uma profunda injustiça, uma condenação sem provas" e que gostaria de ter uma aliança "programática" com o PT. Líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), ele diz que o Congresso está desmoralizado e que, na Presidência, pretende governar com plebiscitos e referendos para que "o povo decida sobre grandes temas".
”Doria retomará pauta privatista na campanha ao governo de SP”
”Alckmin não cede a pressão de Doria para desmobilizar prévias”
” Serra chama medida de Doria de 'verdadeira monstruosidade'”
”Kim Kataguiri, do MBL, diz que será candidato a deputado federal pelo DEM”
”Temer realiza consulta de revisão urológica em São Paulo”
”PF faz buscas no governo do Espirito Santo contra fake news eleitoral”
”Juízes da Lava Jato ficam de fora de greve marcada em defesa do auxílio-moradia”
”Plano de sindicalistas para manter imposto fracassa”
”MP da reforma trabalhista pode caducar, diz Maia”
”Temer diz que estuda recorrer à OMC contra tarifa do aço de Trump”
”Taxa de Trump para aço joga comércio global e OMC em águas desconhecidas, diz Azevêdo”
”País pode crescer 3% sem alta da inflação, diz Meirelles”
”Recuperação depende da reforma da Previdência, diz presidente do Itaú”
”Odebrecht 'uniu' a América Latina, diz analista política mexicana” - Os episódios de corrupção que se espalharam pela América Latina colocaram as instituições da região em xeque, desiludiram a população e devem pautar o ciclo eleitoral pelo qual passa a maioria dos países latino-americanos, concluíram os participantes do painel sobre o ciclo eleitoral e seus efeitos sobre a dinâmica regional do Fórum Econômico Mundial para a América Latina, que ocorre nesta quarta (14), em São Paulo. Há uma onda de movimentos que contestam a democracia porque se deram conta de que ela funciona mal, distorcida pela corrupção, disse Denise Dresser, analista política do Instituto Tecnológico Autônomo do México. “O fato é que a Odebrecht conseguiu unir a região”, disse Dresser, em referência aos escândalos de corrupção nos quais a empreiteira está envolvida e que alcançam diversos países latino-americanos, do Peru ao Brasil. Além da corrupção, disse Dresser, reformas estruturais como as empreendidas no México sem a necessária inclusão dos mais pobres aumenta a insatisfação.
Único brasileiro presente ao debate, Ricardo Villela Marinho, vice-presidente executivo do Itaú Unibanco, afirmou que as instituições democráticas estão sendo questionadas e que o eleitor repele políticos de tradição.
”Para empresários, quarta revolução industrial pode eliminar empregos”
”Ato contra previdência de SP tem confronto e professores feridos” - Um protesto de professores e outros funcionários municipais contra a reforma da previdência paulistana proposta pelo prefeito João Doria (PSDB) terminou em confronto com guardas-civis e PMs, além de manifestantes feridos na Câmara de São Paulo. Em meio a debates inflamados e tentativas de obstrução do projeto, docentes foram atingidos dentro da Casa por spray de pimenta e uma série de golpes de cassetete de agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana). Com fratura no nariz, uma servidora foi levada ao hospital com seu rosto ensanguentado.
Já manifestantes que estavam do lado de fora do prédio lançaram pedras, quebraram vidros e tentaram invadir a Câmara depois do fechamento do acesso. Foram atingidos por bombas de efeito moral lançadas pela Polícia Militar.
O tratamento aos professores no Legislativo foi atacado em rede social pelo secretário da Educação da gestão Doria, Alexandre Schneider, para quem "é inaceitável que se cometam excessos dessa natureza". "Estamos em uma democracia. E ela pressupõe livre direito de manifestação." O prefeito, por sua vez, que deve sair do cargo no começo de abril para ser candidato ao governo paulista, afirmou ter havido excessos das duas partes —guardas e manifestantes—  e enfatizou críticas à tentativa de invasão da Câmara.
”Reforma da previdência detém déficit bilionário, afirma gestão Doria”
MÔNICA BERGAMO – “Ministros do STF podem forçar votação para pautar prisão após 2ª instância” - Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) contrários à prisão depois da condenação em 2ª instância discutiam a possibilidade de um deles levantar questão de ordem pedindo a Cármen Lúcia que faça votação para decidir se o tema entra em pauta. O problema é que nenhum dos magistrados se mostrava disposto, até a quarta-feira (14), a assumir o protagonismo no processo. Ministros acreditam que Edson Fachin, relator do caso de Lula, já avançou o máximo possível para levar o habeas corpus a votação: pediu que ele seja colocado em pauta e já distribuiu o relatório, dando acesso a todos os ministros. Seria até mais do que levar um caso “em mesa”.
MÔNICA BERGAMO – PRISÃO DE LULA: Lula pode gravar um vídeo para ser divulgado apenas quando, e se, ele for preso. A hipótese de o petista deixar outros depoimentos guardados, indicando apoio a um candidato a presidente, é descartada. Um dos amigos mais próximos do ex-presidente diz que o veto para a discussão de qualquer outra candidatura no PT segue em pé. Uma das ideias em discussão é criar um acampamento, com flores, velas e vigília dia e noite, em frente à penitenciária em que o petista seja instalado, caso a detenção dele seja efetivada.
 
 
O GLOBO
 
CAPA – Manchete principal: ”Líder da Maré, vereadora do PSOL é assassinada a tiros” e ”Fundo público financia leilão por deputados”
”Quem dá mais?” -  Nos bastidores do leilão por deputados em andamento na Câmara com a janela partidária, legendas estão oferecendo cota fixa para bancar eleições de parlamentares e criando regras tanto para atrair quanto para evitar a perda de filiados. Nas negociações, há cobrança para registro formal de promessas, “punição” a quem votou contra o novo fundo que vai irrigar as campanhas e diferenciação de valores para novos e antigos filiados. Tudo isso em meio a uma forte concorrência. “Isso aqui virou um mercado. Se um (partido) fala que vai dar R$ 1,5 milhão, o sujeito vai lá, conta para o outro partido, que aí oferece R$ 1,6 milhão”, conta um deputado que participa das negociações para receber novos quadros em seu partido.
No sobe e desce dessa bolsa, o PMDB está oferecendo R$ 1,5 milhão para os deputados que tentarão se reeleger. Prometido pelo presidente da legenda, senador Romero Jucá (RR), o valor levantou desconfianças, e houve pedido para que a oferta fosse registrada em ata, para cobranças futuras. A reunião do PMDB no dia 21 de fevereiro, quando foram prorrogados os comandos dos diretórios estaduais e municipais, fixou em um documento interno o montante a ser repassado para as campanhas federais. Mesmo assim, o partido do presidente Michel Temer tem sido um dos mais vulneráveis na janela partidária.
No DEM, partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), o compromisso é repassar entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão para cada campanha à reeleição de deputado federal. Mas o valor vai variar de acordo com o comportamento dos deputados em votações, e privilegiará os novos quadros.
Sem candidaturas presidenciais e com poucas pretensões de fazer governadores, PP e PR concentrarão os recursos a que tiverem acesso nas campanhas para deputado federal. No PR, segundo relatos, aos deputados com maior visibilidade foi prometido o valor máximo previsto na nova legislação eleitoral. Já o PP vem falando nos bastidores em algo em torno de R$ 2 milhões. Pré-candidato ao governo de Santa Catarina, o deputado Espiridião Amin (PP) diz que seu partido quer se tornar uma das duas maiores bancadas da Câmara.
“A lógica das campanhas se inverteu. Antes, girava em torno das candidaturas presidenciais. Agora, com o fundo eleitoral, eleger o maior número de deputados virou o novo ouro em pó”, pontua um dirigente partidário.
O PSDB não vai conseguir repassar valores muito competitivos aos seus candidatos a deputado. A sigla tem que dividir o bolo com a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin. Com isso, deputados tucanos têm dito que contarão com R$ 1,3 milhão para tentarem se reeleger.
No PT, o debate é complexo. Há quem defenda que os atuais deputados contem com uma fatia maior de financiamento. Há quem rejeite essa tese. E há ainda os que sugerem que seja feita uma lista dos que têm mais chance de se eleger para que recebam mais dinheiro.
O PSD também aguarda o fim da janela. E o Podemos, antigo PTN, com 15 deputados, espera crescer de tamanho. Para isso, oferece R$ 1,4 milhão para os atuais deputados se reelegerem e R$ 1 milhão para quem se filiar à legenda.
++ A reportagem que traz uma espécie de denúncia, com uma crítica muito forte ao funcionamento do mundo político não tem uma fonte que se identifique, não tem uma informação que seja concreta. São apenas informações de bastidores. Ao público, cabe apenas confiar na credibilidade do jornal para levar a notícia a sério. É um jornalismo muito superficial.
”PF realiza primeira operação de combate a ‘fake news’” - A Polícia Federal (PF) realizou ontem a primeira operação de combate a notícias falsas relacionadas às eleições deste ano no Brasil. Os alvos foram residências e a sede da secretaria estadual de Esporte e Lazer do Espírito Santo. Houve busca e apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos, que agora serão investigados. A ação foi batizada de “Voto Livre”.
As investigações revelaram que duas pesquisas fraudulentas de intenção de votos foram divulgadas pelo site capixabao.com durante cerca de 50 dias, no início deste ano, e em grupos de WhatsApp. De acordo com a PF, a pesquisa colocava o atual governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), em vantagem em relação ao ex-governador Renato Casagrande (PSB) numa eventual disputa. Casagrande e Hartung são adversários no campo político. “Havia predisposição de estimular o eleitor a votar no atual governador Paulo Hartung. A pesquisa está fora do ar por ordem judicial. É importante ressaltar que não há absolutamente nenhuma participação do governo do estado e do governador Paulo Hartung (na divulgação das notícias)”, afirmou o delegado federal Vitor Moraes Soares.
O delegado informou que as pesquisas nunca foram realizadas. Segundo ele, duas pessoas estão sendo investigadas: um dos responsáveis pelo site capixabao.com e um servidor que já atuou na Assembleia Legislativa do Espírito Santo e ocupa atualmente função comissionada na Secretaria Estadual de Esporte.
”Cármen reafirma a petistas que não vota prisão em 2ª instância” - A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, reiterou ontem a uma comitiva de parlamentares do PT, e outros partidos que apoiam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não colocará em votação as ações que tratam da prisão em segunda instância e que não depende dela a inclusão na pauta do habeas corpus preventivo do petista. Assim, ela empurrou para o ministro Edson Fachin a decisão de levar diretamente ao plenário o pedido da defesa de Lula. Fachin, porém, já disse que também não levará o tema. Assim, um ministro joga para o outro a tarefa. Mais cedo, Cármen recebeu o advogado Sepúlveda Pertence, um dos integrantes da defesa de Lula. Na saída, ele disse apenas que não houve nenhuma indicação por parte de Cármen sobre se a Corte vai julgar o habeas corpus. Pertence disse que “tática não se comenta”, ao ser indagado se entraria com um novo recurso na Corte. Mais tarde, foi protocolado novo recurso no qual há pedido expresso para que Fachin leve o tema direto ao plenário.
“A ministra foi muito tranquila em afirmar que para que esse habeas corpus seja pautado basta que o ministro relator leve ele à pauta”, disse o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS).
”Ministros liberam presos para recorrer em liberdade” - Ao menos dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurelio Mello e Gilmar Mendes, concederam na semana passada habeas corpus a condenados em segunda instância, permitindo que eles recorram em liberdade. Com base nisso, um grupo de advogados cearenses pediu à corte que a decisão seja estendida a todos os condenados na mesma condição.
”Petistas discutem possibilidade de aliança eleitoral com Ciro” - A possibilidade de apoio a um candidato de outro partido, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja impedido de concorrer ao Palácio do Planalto, começa a ganhar força dentro do PT. O caminho neste caso seria o partido optar por uma aliança com o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT.
O governador da Bahia, Rui Costa, tornou público, em entrevista publicada ontem pelo portal UOL, um tema que já vinha sendo tratado nos bastidores. “Não podemos ficar nessa marra (...), se não há um nome natural do PT e se o Lula não puder ser (candidato), por que não pode ser (um nome) de outro partido? Acho que pode e acho que essa discussão, se ocorrer, no momento exato, nós vamos fazer esse debate”, disse. Na noite de ontem, estava previsto um jantar entre Costa e Lula no Palácio de Ondina, residência oficial do governo da Bahia. O ex-ministro Jaques Wagner, secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, também deveria participar do encontro.
Reservadamente, outras lideranças petistas defendem que o apoio a um nome de outro partido deve ser considerado como alternativa. Argumentam que o mais importante na eleição deste ano é impedir o triunfo de um adversário do outro campo político.
Ciro, inclusive, já foi orientado que, se quiser ter chance de se aliar com o PT, precisa moderar as críticas ao partido e a Lula. Nos últimos dias, o pedetista tem amenizado a sua fala com relação aos petistas. Em evento ontem em São Paulo, o pré-candidato do PDT disse que tentam criar “uma usina de intrigas” em sua relação com Lula, e que isso seria motivado pelo medo de que haja uma união entre a esquerda nas eleições e por parte da “burocracia do PT, que precisa dessa intriga para tentar manter o capital político do Lula”.
Com receio de que a discussão sobre uma alternativa a Lula enfraqueça a posição do ex-presidente, que hoje lidera as pesquisas, dirigentes do partido rechaçaram imediatamente a declaração do governador da Bahia. “Se forem tentar impedir o Lula, vai ser um processo extremamente traumático. Por isso, erra o governador ao naturalizar, ao dar como certo isso. Não temos plano B”, disse o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ). A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que admitir um outro caminho para o PT que não seja a candidatura de Lula é fazer o jogo do adversário. “Vamos com Lula até o fim porque ele é inocente e tem o direito de ser candidato. E o povo tem o direito de votar em Lula. O que nossos adversários querem é outro candidato para afastar Lula da eleição e convalidar a tese de que ele é culpado e inelegível. Não vamos cair nessa armadilha”, escreveu Gleisi, no Twitter.
++ Dentro da notícia, mais uma vez, informações de bastidores, sem confirmação servem para tornar possível a ligação que o jornal faz da fala do governador da Bahia com uma suposta mudança de postura de Ciro Gomes.
”Pasadena: Delcídio vira réu em processo”
”Justiça encerra investigação contra FH”
”Ato contra projeto de Doria para Previdência deixa seis feridos” - Um ato de servidores contra a reforma da Previdência municipal em São Paulo terminou em confusão na Câmara de Vereadores e deixou seis pessoas feridas. Segundo o advogado Cleiton Leite Coutinho, que defende o Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), entre os feridos estavam cinco funcionários públicos e um idoso que não participava do protesto. Ninguém foi preso. Impedidos de assistir a uma audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que discutia o tema, manifestantes forçaram a entrada do prédio, e a Polícia Militar (PM) reagiu com bombas de gás. Alguns integrantes do ato jogaram pedras contra os policiais. Vidraças das portas da Câmara foram quebradas. Do lado de fora da Câmara, também foram usadas bombas de efeito moral e disparados tiros de balas de borracha para tentar dispersar a multidão. Um dos tiros atingiu um servidor no queixo. Ele foi levado a um hospital. Uma professora teve o nariz fraturado. O protesto fechou o viaduto Jacareí, e ruas no entorno foram interditadas.
De autoria da gestão do prefeito João Doria (PSDB), o projeto de lei pretende aumentar a alíquota básica de contribuição de 11% para 14% e diminuir a participação do governo em até 8%. No projeto original, uma alíquota suplementar pode fazer com que a contribuição seja de até 18,2% do rendimento do servidor. Segundo nota do Sindsep, “hoje, um agente de apoio recebe apenas R$ 755 de salário base, ou seja, menos do que um salário mínimo”.
++ Abaixo da manchete está uma foto grande da professora com o rosto ensanguentado por ter tido o nariz fraturado. Apesar da imagem impressa no jornal, o texto procura construir a ideia de que policiais e GCMs reagiram à invasão dos servidores, de que houve violência, mas sem falar em repressão. A reportagem ainda traz os posicionamentos do secretário de Educação que diz que o tratamento foi lamentável e o de João Doria de que houve excesso das duas partes. É uma notícia altamente enviesada.
”TCU autoriza acumulação de salários a servidor”
”Uma noite brutal” - Quinta vereadora mais votada da cidade nas eleições de 2016, Marielle Franco (PSOL), de 38 anos, foi assassinada ontem, por volta das 21h30m, dentro de seu carro, um Chevrolet Agile Branco, no Estácio, quando ia para casa, na Tijuca. Após uma perseguição de alguns metros, dois homens, em outro carro, fizeram pelo menos nove disparos contra o veículo em que estava Marielle. O motorista da vereadora, Anderson Pedro Gomes, que seria funcionário da Câmara Municipal, também foi morto. A polícia ainda não tem pistas sobre a motivação do crime, mas, no fim da noite de ontem, muitos amigos e políticos já falavam numa possível execução. Uma assessora parlamentar de Marielle também estava no carro, mas não foi ferida. Em estado de choque, ela só chorava, não conseguia falar.
Na semana passada, Marielle Franco denunciou uma ação de policiais do 41º BPM (Irajá) na Favela de Acari. Segundo ela, moradores reclamaram da truculência dos PMs durante abordagens a moradores. Ela compartilhou uma publicação em que comenta que dois jovens da comunidade foram jogados em um valão. De acordo com moradores, no último sábado, policiais invadiram casas, fotografaram suas identidades e aterrorizaram quem passava pelo entorno.
As circunstâncias da morte de Marielle levantaram a suspeita de crime encomendado. Um dos que comentaram a possibilidade foi o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), que afirmou haver características de execução: “É chocante, trágico, um absurdo. Não pode ser mais um daqueles 90% de homicídios que ficam sem qualquer apuração”.
”O Rio continua ‘surreal’” - Mesmo entrando no terceiro ano de crise financeira e com o seu PIB crescendo abaixo da média nacional, o custo de vida no Rio ainda é “surreal”. A escalada de preços que ocorreu antes da Copa e da Olimpíada até perdeu fôlego, mas não impediu que a cidade permanecesse entre as mais caras do país. Comer, pagar aluguel, comprar imóvel, andar de metrô, abastecer o carro e usar energia custam mais para o carioca. Em todos esses itens, o Rio tem o preço mais alto ou o segundo maior do país.
O aumento dos gastos das empresas com segurança, as alíquotas mais altas de impostos, o apelo turístico internacional e a alta concentração de servidores públicos explicam por que os preços não cedem a ponto de tornar a cidade mais barata para viver. “O turismo coloca os preços na Zona Sul muito lá em cima, de imóveis a serviços. E o grande número de servidores públicos, uma herança do tempo em que fomos capital do país, garante uma renda maior para essa população, estimulando historicamente a alta de preços”, comenta André Braz, economista responsável pelo monitoramento de preços do Ibre/FGV.
A taxa de desemprego na capital fluminense, porém, mais que dobrou nos últimos dois anos, e o rendimento médio real do trabalhador carioca caiu 8% no fim de 2017, para R$ 2.842. É o nono no país — um ano antes era o sexto, segundo o IBGE.
”TCU aprova modelagem para concessão da Lotex”
”Lucro do BNDES recua 3,3% e soma R$ 6,18 bi em 2017”
”Brasil já admite ação conjunta na OMC contra sobretaxa do aço”
 
 
 
O ESTADO DE SÃO PAULO
 
CAPA – Manchete principal: ”Por candidatura, Meirelles propõe pacto de risco a Temer”
”Meirelles propõe a Temer acordo para ser candidato” - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vai propor um pacto de risco ao presidente Michel Temer, na tentativa de tornar viável sua candidatura ao Palácio do Planalto. Se Temer aceitar o acordo, Meirelles deixará o comando da economia na reforma ministerial, prevista para o início de abril, e até o começo de julho fará viagens pelo País, já filiado ao MDB, com o objetivo de se tornar conhecido. A proposta a ser apresentada pelo ministro é que, se o seu nome não decolar nesse prazo de três meses, ou mesmo se Temer resolver disputar novo mandato, ele retirará a pré-candidatura para apoiar o presidente. Meirelles quer ser candidato, mas avalia que precisa de tempo para expor sua plataforma ao País, “traduzir” a melhoria dos indicadores econômicos em metas sociais e aumentar a popularidade. Seu desejo de concorrer, no entanto, esbarra na possível pretensão de Temer de entrar no páreo.
”Alckmin elogia ‘agenda reformista’ do presidente”
”Maia inicia viagens como pré-candidato”
”Doria afirma que ‘circunstâncias’ justificam eleição”
”PT aumenta pressão por Lula no Supremo” - As informações utilizadas na reportagem são semelhantes às publicadas pelo jornal O Globo.
”Gilmar veta execução de penas na segunda instância”
”Grupo Estado fecha parceria com FGV-Rio para monitorar redes”
”Jucá critica ideia de Bolsonaro para venezuelanos em RR”
”Propina da Odebrecht a ex-presidente peruano passou por Andorra e Suíça”
”Londres expulsa 23 diplomatas russos”
”Putin usa mensagem racista em campanha contra abstenção”
”Jovens param aulas nos EUA em ato contra armas”
”Ato contra Previdência de SP acaba com 3 feridos” - Confrontos entre manifestantes, policiais e guardas-civis dentro e fora da Câmara de São Paulo marcaram o protesto feito ontem por servidores públicos, a maioria professores, contra o projeto de reforma da previdência municipal do prefeito João Doria (PSDB). O texto prevê aumento da alíquota de contribuição e um sistema complementar. Ao menos três pessoas ficaram feridas, segundo manifestantes. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e precisa passar por mais duas comissões antes dos dois turnos de votação no plenário.
O protesto começou cedo, com professores acampados na porta da Câmara. A categoria está em greve desde o dia 8 contra a reforma. Mas foi no início da tarde, já durante a sessão da CCJ, que o tumulto começou. Segundo testemunhas, manifestantes jogaram água e arremessaram objetos contra vereadores. O líder do governo, João Jorge (PSDB), teria sido atingido por uma garrafa de água. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) que atua na Casa reagiu dando golpes de cassetete.
++ A construção de sentido realizada pelo Estadão é a mesma do jornal O Globo. Policiais e GCMs reagiram à ação dos manifestantes. O Estadão narra, inclusive, que os manifestantes teriam sido violentos. A reportagem traz duas fotos. Uma em que manifestantes aparecem chutando as portas de vidro da Câmara e, outra, embaixo, em que a professora aparece com o rosto ensanguentado.
”Vereadora do PSOL é morta a tiros no Rio” - As informações utilizadas da notícia são semelhantes às publicadas pelo jornal O Globo.
”Impacto com reoneração da folha pode ficar R$ 6 bi abaixo do esperado”
”Plano prevê peso menor do BNDES na economia”
”Temer diz que ir à OMC é última opção”
”Indústria local pede proteção ao governo” - O anúncio dos Estados Unidos de sobretaxar as importações de aço em 25% e as de alumínio em 10% está gerando nova onda de pedidos de proteção à indústria brasileira por parte do empresariado local. O movimento ocorre num momento em que o Ministério da Fazenda se opõe a qualquer tipo de ajuda ao setor industrial.
Ontem, o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, cobrou do governo brasileiro medidas para proteger o mercado de eventual fluxo de entrada de produtos chineses em todos os segmentos, e não só o aço. Ele disse, por exemplo, que o antidumping (quando um produto é exportado a preços menores que os praticados no país de origem), tem de ser tratado de forma mais séria. O executivo se referia à decisão recente da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligada à Fazenda, de não aplicar medida antidumping na importação de aço da China e da Rússia alegando interesse público (risco de inflação). Segundo Steinbruch, o jogo foi alterado e o País precisa se posicionar. “Levantaram a bola para o Brasil fazer gol”, disse. “Ou seremos um grande shopping center de produtos importados ou um país com infraestrutura, com investimento intensivo de capital.” Com receio de uma “inundação” de aço de países que deixarão de exportar para os EUA, o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, disse que “não podemos ser ingênuos e manter as portas abertas e nos tornarmos a lixeira do mundo em termos de aço.” Ele disse que, para a indústria siderúrgica brasileira os problemas serão a concorrência mais dura em destinos como a América Latina e a chegada de aço mais barato no próprio mercado brasileiro. “Precisamos de uma defesa comercial ágil, mas o Ministério da Fazenda não tem a indústria como prioridade.” A Fazenda não comentou.
”MP que altera reforma trabalhista ‘está um pouco enrolada’, diz Maia”
 
 
 
 
 
Valor Econômico 
CAPA – Manchete principal: ”Juro baixo leva empresas a quitar dívidas no BNDES”
”Peso do BNDES no investimento cai ao menor nível” - O peso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos investimentos do país é o menor em, pelo menos, 13 anos. Os desembolsos do banco responderam por 5,3% do financiamento da formação bruta de capital fixo (FBCF, conta que mede os investimento na economia) em 2017, após três anos em queda. Para especialistas, o financiamento de longo prazo passa por um processo de transição de fontes, e o BNDES deixa de ser um forte termômetro dos investimentos.
Marcelo Girão, chefe da área de project finance do Itaú BBA, diz que os financiamentos de projetos passam por uma transição, com fontes alternativas ao BNDES tornando-se mais competitivas. Para ele, isso foi "disparado" pelo encarecimento das linhas de crédito do banco público e a redução da Selic. Ele mencionou como financiamentos mais competitivos o Banco do Nordeste, instituições multilaterais, fundos institucionais estrangeiros, por exemplo.
José Velloso, presidente-executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), concorda que o BNDES tornou-se "muito caro" para quem quer investir. Para ele, esse seria um dos principais motivos para a estagnação de consultas ao banco de desenvolvimento.
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”Cresce apoio a Bolsonaro no meio rural” - O aumento da simpatia dos produtores rurais de diversas regiões do país ao discurso do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) chama a atenção de lideranças do setor e já preocupa a ala que prefere o governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, no Palácio do Planalto. "Não é mais apenas a 'turma da fivela', formada pelos produtores mais conservadores, de extrema direita, que demonstra publicamente apoio ao Bolsonaro. Tenho visto em importantes polos agrícolas gente muito menos radical elogiando o deputado [Bolsonaro]. Gente que em eleições passadas apoiou os candidatos do PSDB", afirmou uma liderança setorial alinhada com Alckmin.
Apesar do perceptível aumento da aceitação da candidatura de Bolsonaro à Presidência no campo, nenhuma grande liderança ligada ao setor manifestou publicamente seu apoio ao deputado até agora. A exceção é Nabhan Garcia, presidente da União Democrática Ruralista (UDR).
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”Doria sacrifica investimentos para manter subsídio” - Em 2017 a gestão do prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) privilegiou a manutenção da tarifa de ônibus em detrimento do aumento de investimentos. O subsídio para manter a tarifa a R$ 3,80 no decorrer de 2017 - uma promessa de campanha - atingiu R$ 2,9 bilhões, enquanto os investimentos ficaram pouco abaixo dos R$ 2 bilhões. Em 2016 foram investidos R$ 3 bilhões, segundo relatórios fiscais. Para este ano, a expectativa é de elevar investimentos para R$ 5 bilhões. Doria deve renunciar ao cargo em 6 de abril, após uma gestão de apenas quinze meses, para disputar o governo estadual.
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”Sepúlveda tenta 'última cartada' no Supremo para evitar prisão de Lula” - A defesa de Luiz Inácio Lula da Silva entrou ontem com nova petição no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar evitar a prisão do ex-presidente após o julgamento de recursos no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O pedido foi entregue pelo advogado de Lula, o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence. Ele quer que o relator do caso, ministro Edson Fachin, no plenário da Corte, reconsidere a decisão de negar liminar para garantir que Lula permaneça em liberdade até trânsito em julgado.
O advogado esteve ontem no Supremo, onde se encontrou com a presidente da Corte, Cármen Lúcia, e com o próprio Fachin. Ao deixar o STF, Sepúlveda disse ao Valor que esta é a sua "última cartada" para tentar evitar que Lula seja preso após o julgamento dos recursos na segunda instância, o que pode ocorrer nas próximas semanas.
”Defesa usa ‘embargo do embargo’” - A figura do "embargo do embargo" entrou ontem em cena no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Consiste na contestação, por parte da defesa, da decisão da Justiça no âmbito de um recurso. O mecanismo é uma aposta dos advogados do petista para adiar a prisão de Lula. No entanto, seu acolhimento é incomum em casos da Lava-Jato analisados pelo TRF-4, por ser entendido como uma medida protelatória. No processo de Lula, a defesa pode lançar mão do "embargo do embargo" caso o tribunal decida de forma desfavorável ao réu nos embargos de declaração, que devem ser analisados no dia 26 de março.
Como Lula foi condenado por unanimidade pelos desembargadores da 8ª Turma do TRF-4, a defesa só pode entrar com embargos de declaração. Eles servem para esclarecer pontos da sentença - e não para mudar o teor dela. Na prática, o que a defesa poderia fazer seria pedir o "embargo do embargo" argumentando que os esclarecimentos do TRF-4 não foram suficientes.
Reportagem do site de notícias "Poder 360" publicada ontem detalhou esse cenário e sustentou que a prisão do petista pode acontecer só no fim de abril. Para o advogado José Roberto Batochio, que compõe a defesa de Lula, o TRF-4 não vai determinar início de cumprimento de pena enquanto houver margem para recurso. Por meio de assessoria de imprensa, o escritório Teixeira Martins, que também compõe a defesa do petista, confirmou que o "embargo do embargo" é considerado, ainda que não haja qualquer decisão sobre usá-lo ou não.
”Instituto faz vaquinha para evitar falência” - Sem recursos, o Instituto Lula dá início hoje a uma campanha de arrecadação pela internet para financiar suas atividades e evitar a falência. A meta é conseguir pelo menos R$ 720 mil para custear os gastos da entidade até o meio do ano. Segundo a assessoria do instituto, a entidade era financiada com a doação de 20 empresas. Agora, passa por uma crise financeira, depois da condenação de Lula em segunda instância e com a possível prisão do ex-presidente ainda este mês. Parte das empresas doadoras estão sendo investigadas na Operação Lava-Jato, como a Odebrecht.
O instituto do ex-presidente foi autuado pela Receita Federal em 2016 por suposto desvio de finalidade. O Fisco questionou gastos, afirmou que algumas despesas não poderiam ter sido feitas por uma entidade sem fins lucrativos e suspendeu a isenção tributária no período de 2011 a 2014. Lula afirmou que a multa foi de cerca de R$ 18 milhões. "É bloqueio mais feroz do que aquele que está sendo feito em Cuba há 60 anos. É para não deixar sobreviver. É uma estratégia de asfixiar economicamente para matar politicamente", disse o ex-presidente no livro "A verdade vencerá: o povo sabe por que me condenam".
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Com informações da FPA e agências de notícia nacionais e internacionais