“Se desistir da campanha, estou reconhecendo que tenho culpa. Nunca farei isso”, reafirma Lula

15/05/2018
Reprodução “Se desistir da campanha, estou reconhecendo que tenho culpa. Nunca farei isso”, reafirma Lula Monge beneditito que, nesta segunda(14) visitou o ex-presidente na PF de Curitiba, se disse emocionado ao ver a emoção do petista

O monge benedito Marcelo Barros relatou em detalhes o seu encontro com o ex-presidente na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde o petista está preso. Segundo religioso a visitar Lula – o primeiro foi Leonardo Boff –, Marcelo Barros contou que o ex-presidente se emocionou ao falar da prisão e da família e disse que não vai desistir, em hipótese alguma, de sua candidatura ao Palácio do Planalto.

 

“Se eu desistir da campanha, de certa forma estou reconhecendo que tenho culpa. Nunca farei isso. Vou até o fim”, disse Lula, conforme relato do monge.

Ligando a movimentos sociais e à Comissão Pastoral da Terra (CPT), Marcelo Barros relatou que Lula está lendo livros de espiritualidade dados por Leonardo Boff. “O que eu preciso é como lidar cada dia com uma indignação imensa contra os bandidos responsáveis por essa armação política da qual sou vítima e ao mesmo tempo sem dar lugar ao ódio”, afirmou.

Segundo o monge, o ex-presidente chorou e chamou de “moleques”, sem citar nomes, os procuradores e o juiz Sérgio Moro, responsáveis por sua condenação. “Agora esses moleques vêm me chamar de ladrão. Eu passei oito anos na presidência.”

O religioso contou que levou cartas e mensagens de apoio Lula e recebeu pedido do ex-presidente para que lhe mandasse um pen-drive com músicas pernambucanas. Assim como o petista, Marcelo Barros também é de Pernambuco. O monge disse rezou e trocou comunhão com Lula.

O ex-presidente lidera as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. Mas, além da prisão, enfrenta outro obstáculo para disputar a corrida eleitoral: a Lei da Ficha Limpa, que barra a candidatura de condenados em órgãos colegiados do Judiciário, caso da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). LUla foi condenado sem que o juiz Sérgio Moro apresentasse uma prova concreto do crime atribuído ao petista 

 

Clique aqui para ler a integra do artigo do monge sobre a visita a Lula
 

 

Com informações a AGPT