Mulheres são maioria entre os milhões de trabalhadores que perdem emprego para a automação

01/02/2018
Reprodução Mulheres são maioria entre os milhões de trabalhadores que perdem emprego para a automação

Mulheres são as principais vítimas da automação dos empregos

Um relatório do Fórum Econômico Mundial, divulgado na semana passada, em Davos, mostra que as mulheres podem ser as mais prejudicadas com a automação das funções de trabalho. O levantamento, batizado como "Em direção a uma revolução de novas habilidades: um futuro de empregos para todos", aponta que dos 1,4 milhão de empregos vão ser extintos ou substituídos nos próximos oito anos pela automação ou impactados por ela de alguma maneira, 57% deles pertencem às mulheres.

Parte disso se dá em razão de que muitos empregos ainda se inclinam para um gênero mais do que outro. O estudo dá como exemplo as profissões de secretária e assistente administrativo, preenchidos em grande parte pelas mulheres. À medida que software de inteligência artificial e assistentes virtuais assumem cada vez mais funções como tarefas administrativas, mais empregos ficam em risco. Mas não são só as funções menos nobres que serão atingidas.

"Desta vez não se trata só de colarinhos azuis ou colarinhos brancos", pontuou Alain Roumilhac, diretivo da Manpower França, indicando que os ofícios manuais não são necessariamente os mais ameaçados. "São as tarefas repetitivas", sejam manuais ou administrativas, "que irão desaparecer", acrescenta. O estudo também alerta sobre o crescimento da desigualdade, tendo em vista que mulheres já enfrentam historicamente salários inferiores aos seus pares. Apesar do estudo refletir números nos Estados Unidos, o crescimento da automação é uma realidade global.

Para sobreviver a essa onda de automação é necessário desenvolver novas habilidades, mas o levantamento admite que as mulheres ainda que se transformem, terão menos opções do que os homens para encontrar carreiras alternativas. "Precisamos sair da paralisia atual e reconhecer que as habilidades são o grande redistribuidor [de empregos]. Equipar as pessoas com as habilidades necessárias para fazer as transições de trabalho é o combustível necessário para o crescimento - e garantir meios de subsistência estáveis para pessoas em meio a mudanças tecnológicas", completou.

 

com informações da Convergência Digital e Oxfam