Na luta pelos direitos dos trabalhadores, Campos viu o peso das "patas" dos cavalos da ditadura

18/07/2017
Reprodução/Portal ABCD de Lula/SMABC Na luta pelos direitos dos trabalhadores, Campos viu o peso das "patas" dos cavalos da ditadura Polícia fechou o centro de SP para impedir a ação dos sindicalistas na greve dos bancários em 1979, liderada por Augusto Campos

Augusto Campos presidiu o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região entre 1979 a 1985. Nascido em 1941, na cidade de Batatais, interior de SP, era aposentado no Banespa. Sua trajetória no movimento sindical iniciou-se na década de 1970, quando ingressou na Oposição Sindical Bancária.

Em 1979, encabeçou a chapa que venceu as eleições no Sindicato dos Bancários de São Paulo, após nove anos de oposição, e estabeleceu um novo modelo de negociação. Participou ativamente dos projetos que originaram a CUT e o PT,  ocupou cargos na direção nas duas entidades, além da Fetec-SP e Contraf-CUT. Foi o primeiro diretor representante do Banespa eleito diretamente pelos funcionários do banco.

Em 1983, quando era presidente do Sindicato dos Bancários, recebeu da Câmara Municipal o título de Cidadão Paulistano, sem saber que viria a ser parlamentar do município

Elegeu-se vereador de São Paulo pelo PT (2001/04). Integrou as Comissões de Orçamento e Finanças, da Criança e Adolescente e da CPI da Dívida Pública. E entre seus principais objetivos se destacam as implementações do Orçamento Participativo e das Subprefeituras.

Augusto Campos morava em Santos, litoral paulista, com a companheira, Maria Lúcia Mathias, que também foi dirigente bancária. Há alguns dias estava internado no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, para o tratamento de problemas derrorrentes de um câncer no fígado.

O ex-presidente do SEEB foi um dos responsáveis pelo movimento que entrou para a História do Brasil e do Mundo como “Novo Sindicalismo”, no final dos anos 1970, quando os trabalhadores desafiaram a Ditadura Militar (1964-1985) para dar um basta à submissão dos sindicatos diante o governo.

Mesmo diante de muita repressão policial, os trabalhadores oposicionistas ao modelo vigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região conseguiram retomar a entidade e organizar a primeira greve da categoria, resultando em importantes conquistas. Na época, Campos presidia a entidade.
Na CUT-SP foi secretário de Política Sindical de 1991 a 94 e secretário-geral de 1994 a 97. Fará muita falta.