Prisão não cala Lula, só aumenta sua força, resistência e liderança

07/05/2018
Ricardo Stuckert/Instituto Lula Prisão não cala Lula, só aumenta sua força, resistência e liderança Indignado com a prisão e o caos imposto ao País pelo golpe e desgoverno de Temer, mas fortalecido pela luta por sua liberdade

Preso há 30 dias sem crime nem provas, o ex-presidente Lula tem usado cartas para se comunicar com todos aqueles que lutam por ele, sua liberdade e direito de disputar a Presidência da  em outubro próximo, Isolado numa sala-cela na Superintendência da Polícia Federal, na capital paranaense, Lula, por meio de seus familiares e interlocutores autorizados a visita-lo, se diz indignado por estar preso sem crime nem provas, e por ver o Brasil destroçado por um golpe uma um governo ilegítimo, mas em nenhum momento mostra fraqueza. De dentro da PF, houve as manifestações de apoio e luta que ecoam na vigília a 100 metros do prédio.

Recebeu milhares de cartas e, sem ter visitas autorizadas pela Justiça Federal, Lula lê e escreve, escreve e lê. Entre as inumeras cartas de gratidão que já enviou  à militância, ao povo, duas falam mais alto a carta para a CUT, dia 27 de abril, e a de 1º de Maio, Dia do Trabalhador, quando o ex-presidente se dirigiu ao movimento sindical para agradecer a resistência e luta.

Na carta, Lula agradece “do fundo do coração, as Centrais Sindicais que fizeram esse 1º de Maio unificado em Curitiba: a CUT, a Força Sindical, a CTB, a NCST, a UGT, a CSB e a Intersindical. Obrigado também a todas as entidades, amigos e famílias de Curitiba ou que vieram para cá deixar seu carinho”.

O ex-presidente faz questão de destacar que  jamais esquecerrá as demonstrações de apoio e solidariedade que recebeu de trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil e também vários países do mundo.

 “Receber o "bom dia" de vocês pela manhã fez a gente estar junto nesse 1º de maio”.

Na carta endereçada à CUT, Lula escreveu: “Não é a toa que minha história se confunde com a de cada um de vocês. A construção da CUT foi o fato histórico mais importante para a unificação das lutas do movimento sindical brasileiro”, disse.

Lula agradeceu o apoio dos cutistas, que participam ativamente da organização do acampamento Lula Livre, desde o primeiro dia de cárcere do ex-presidente na sede da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba. O presidente da central, Vagner Freitas, se manifestou em relação ao zelo de Lula com a CUT. “Estou muito feliz de ele reconhecer o trabalho que vocês, da militância cutista, estão fazendo”.

 

“Isso só nos dá mais estímulo para acordar amanhã ainda mais cedo e trabalhar mais para libertar nosso amigo e ex-presidente Lula. Nós temos um amigo preso”, completou, ao classificar a prisão de Lula como política e considerar o ex-presidente como “fundador da central, nossa liderança”.
Leia abaixo a integra da carta ao movimento Sindical.

 

Da Redação, com informçaões da AGPT e agências